terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


Torta de Neem na pecuária


            A torta de neem vem sendo utilizada também com resultados surpreendentes na pecuária. Adicionada ao sal mineral em uma proporção de 1 a 2% (p/p) tem sido muito eficiente no controle de ectoparasitos.

            Em um determinado período após o início do tratamento com a torta, o princípio ativo passa a circular na corrente sanguínea dos animais, e parasitos que se alimentam do sangue passam a sofrer os efeitos negativos do neem em seu organismo (maiores informações verificar no artigo que fala dos modos de ação do neem). Em torno de cinco dias após serem contaminados, os carrapatos (Boophilus microplus) começam a secar e acabam morrendo no corpo dos animais. As larvas de berne (Dermatobia hominis), ao se alimentarem dos tecidos contendo os princípios ativos do neem também se contaminam e dias depois acabam morrendo. A mosca-do-chifre (Hematobia irritans) é outro ectoparasito que também é facilmente controlado com a torta de neem. As larvas do referido inseto sugam o sangue contendo os princípios ativos do neem e morrem. O princípio ativo é ainda eliminado na bosta dos animais e acaba matando as larvas da mosca que faz a ovoposição no bolo fecal.

            Os resultados mais concretos podem demorar um pouco a aparecer, e dependerão do nível de infestação dos animais, do tamanho da área e das condições climáticas. Normalmente os resultados começam a aparecer em torno de vinte e cinco dias após o início dos tratamentos, mas em alguns casos, podem levar mais de setenta dias. Quando se chega ao equilíbrio, os animais terão baixíssima infestação de ectoparasitos.

O controle de endoparasitos também é possível, porém a quantidade de torta de neem a ser ministrada tem que ser um pouco maior. Esse procedimento é mais recomendado para animais que estão em fase de terminação, que não serão usados para fins reprodutivos. Estrada & López (1998) verificaram que a torta de neem ministrada a bezerros (5 g/animal) tem mostrado bons resultados como vermífugo.

Além do controle de ectoparasitos, a torta de neem é uma fonte de proteína e minerais para o gado em função de conter em sua composição uma boa quantidade de nitrogênio (3,6 a 6,5%, tendo variações de lote para lote). O uso em conjunto de torta e óleo de neem tem apresentado eficiência muito maior que o uso dos produtos isoladamente. Tratamentos curativos podem ser feitos com pulverizações de óleo de neem


a 2% nos animais. Os resultados serão mais rápidos, e essas pulverizações devem ser feitas com intervalos médios de 20 dias, dependendo do grau de infestação e/ou reinfestação.

            A torta de neem pode também fazer parte da composição da ração de animais em confinamento ou para trato de vacas leiteiras. Deve-se utilizar no máximo 2g de torta/animal/dia.

            O pioneiro e grande adepto do uso de torta de neem no controle de ectoparasitos em ovelhas é o produtor Ênio Muller, proprietário da Cabanha Texel Amoras, de Santa Cruz do Sul (RS). É o maior produtor nacional de ovelhas da raça Texel e o segundo maior produtor nacional de noz pecan. O manejo dos animais é feito em um sistema silvopastoril, e antes da adoção da torta de neem era grande a incidência de carrapatos e bernes em sua propriedade. Começou o tratamento no ano de 2003, fornecendo a torta de neem aos animais em uma proporção de 2% do sal mineral. O produto é fornecido à vontade aos animais diariamente em cocho coberto.

Segundo o produtor “faz mais de três anos que não se retira um berne dos animais em minha propriedade. Os animais se acostumaram tanto com a torta, que diariamente vêm aos cochos para comer, inclusive animais jovens, a partir de quatro dias de idade. E os resultados são tão surpreendentes que dá pra ver sem maiores problemas, meus animais têm um excelente estado sanitário”. 


 
Esses resultados tem chamado a atenção de pecuaristas em todo o Brasil. Em experimento realizado na Fazenda Borda do Gato, na Chapada dos Guimarães (MT) e conduzido pela Agro Amazônia, os resultados obtidos no controle de ectoparasitos usando a torta de neem foram semelhantes aos resultados obtidos com um produto comercial largamente utilizado para esse fim, com a vantagem de ter custado menos de 1/3 desse último. Ainda segundo os resultados do experimento, em todos os tratamentos os animais tiveram perda de peso durante o período de avaliação. Isso se deveu ao fato de haver o período de estacionaridade do pasto em função da queda da precipitação pluviométrica e redução do fotoperíodo. É comum que nesse período a pastagem tenha queda na produção tanto de matéria verde quanto de matéria seca, além de ter uma queda significativa na qualidade nutricional. E foi em função disso que se observou essa perda de peso em todos os tratamentos.

            Cabe ressaltar que os animais que estavam sendo tratados com a torta de neem tiveram a menor perda de peso (queda de 1,36%), sendo seguido pelos animais que foram tratados com o produto comercial (queda de 2,2%) e testemunha (queda de 4,07%). Essa menor perda de peso apresentada nos animais que foram tratados com torta de neem se deve ao fato do produto ter em sua composição bons teores de nitrogênio, servindo como substrato para o desenvolvimento da flora ruminal, proporcionando aos animais um melhor aproveitamento das pastagens fibrosas.

            Outro fator muito importante é que o tratamento de ectoparasitos usando a torta de neem foi comparado ao tratamento com produto comercial em termos de eficiência, com a vantagem de ter custado 1/3 desse último.
 
Pelo exposto, chega-se à conclusão de que a torta de neem é uma alternativa viável economicamente, de fácil manejo (fácil de misturar e de servir aos animais, além de não haver a necessidade de prender os animais para fazer o tratamento), e acima de tudo, ecologicamente correta.

            Alguns cuidados devem ser tomados, aos quais cita-se:

1)      O produto deve ser mantido fechado e armazenado em local seco e abrigado do sol e fontes de calor;

2)      Após misturado com o sal, deve ser consumido em no máximo 60 dias, pois a partir daí se inicia o processo de oxidação, e o produto começa a perder a qualidade;

3)      Deve ser misturada na proporção recomendada;

4)      Quando for fazer a mistura no sal proteinado, ajustar a quantidade a misturar de forma que um animal consuma no máximo 2 g de torta de neem por dia.
                                  

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Plantio de Yacon

 
 
Parente distante do girassol, é uma planta de origem Andina, cultivada da Colômbia à Argentina em altitudes de 900 a 3.000 m; é muito adaptável quanto ao clima, à altitude e aos tipos de solo, podendo ser cultivada com sucesso mesmo em paises de clima quente,
 
 
 No sitio em Delfim Moreira -MG. em altitude de 1.400 m e clima com estações bem definidas e baixas temperaturas no inverno; a yacon se adaptou e produziu acredito que como na origem.

Requer um preparo bem feito do solo e  plantados os rizomas entre linhas espaçadas 60 cm  e de 30 / 40 cm no sulco.


De 6 a 8 meses após o plantio a planta alcança maturidade, quando as flôres desabrocham.
Vindo a seguir a senescência, entre 9 a 10 meses após o plantio.Quando seca a parte aérea; esta pronta para ser colhida.para o consumo e as partes que serão utilizados como material de propagação estão prontas para novo plantio.
 
 

Uma planta resistente a pragas e doenças e facilmente produzida pelo sistema orgânico.
Utilizamos a torta de neem indiano no sulco envolvendo e protegendo os tubérculos do maior problema que é, durante todo o ciclo; o ataque de pragas de solo.
Outra alternativa utilizada na falta da torta é a pulverização do solo em area total, com neem indiano emulsionado Max Neem ou Fortneem, no plantio e aos 30/40/60 dias após.
Plantado do inicio de setembro a dezembro e colhidos de junho a agosto, no primeiro ano de produção, chegamos a colher até 15 kg de tubérculo por pé e média de 10 kg em 1.100 plantas cultivadas no primeiro ano.
Em plantios seguintes na mesma área, no segundo ano para manter a produção; realizamos uma adubação com esterco de galinha bem curtido incorporado ao solo ou adubo na formula 4-14-8 sem complementação de nitrogenio em cobertura por este aumentar a parte vegetativa da planta, em prejuizo no desenvolvimento dos tubérculos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Yacon desidratada em cápsulas de 500 mg.

Em nova embalagem, lacrada com 250 cápsulas.

A dose diária de 9 cápsulas equivalem 100 gramas de batata in natura.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cápsulas de batata yacon desidratada - (500mg)


Por motivos técnicos, as cápsulas de 1g. de farinha de yacon desidratadas, foram reduzidas para 500mg. em embalagem de 250 cápsulas.

domingo, 20 de maio de 2012

Salsa

A salsa, salsinha ou perrexil (Petroselinum crispum (Mill.) Nym.; Apiaceae (Umbelliferae) é uma planta herbácea bienal, podendo-se também cultivar como anual. Forma uma roseta empenachada de folhas muito divididas, alcança 15 cm de altura e possui talos floríferos que podem chegar a exceder 60 cm com pequenas flores verdes amareladas.
O cultivo da salsa faz-se há mais de trezentos anos, sendo uma das plantas aromáticas mais populares da gastronomia mundial.
A planta é originária da Europa.
À salsa também se atribuem propriedades medicinais, como antioxidante e expectorante.
A variedade de salsa grande Petroselinum crispum tuberosum, possui uma raiz engrossada axonomorfa, parecida com a cherivia, que se consome como hortaliça crua ou cozida.
Esta variedade tem folhas maiores e mais rugosas que a salsa comum, mais semelhantes à espécie silvestre.
As folhas de todos os tipos de salsa são ricas em vitaminas A, B1, B2, C e D, isto se consumidas cruas, já que o cozimento elimina parte dos seus componentes vitamínicos.
Salsa numa horta:
A reprodução é feita por sementes, num local ensolarado e em solo que não seja demasiado compacto. Também pode ser cultivada em vasos fundos numa janela ensolarada.
As folhas frescas e tenras da salsa, simplesmente cortadas, são ideais para temperar pratos.
O sumo da salsa fresca é rico em vitaminas e a sua celulose ajuda o movimento intestinal,cada 200gramas de salsa contem 6.000 unidades de vitamina B e 200mg de vitamina C.
O cultivo salsa faz-se há mais de trezentos anos, sendo uma das plantas aromáticas mais populares da gastronomia mundial.
A planta é originária da Europa.

Fonte: Wikipédia

sábado, 12 de maio de 2012

Segundo ano de produção yakon

Uma queda acentuada de produção é o que pelo andar da carruagem, podemos esperar e já contabilizamos parte do prejuízo.
Mal maior, ainda não constatado; está no suposto uso indevido de herbicidas em uma área que nada consegue produzir.
O plantio de ervilhas há um ano atrás, com intuito de avaliarmos a fertilidade do solo; foi em vão.
Mal germinaram e deram a dimensão e a idéia do desastre que ali ocorreu no passado.
Como que se esterilizado fosse, por muitos anos teremos que esperar pelo efeito devasto deixado pelo efeito residual.